Foi num dia de Portugal

Foi num dia 10 de Junho que fui a Casebres pela primeira vez.
Dia 10 de Junho “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas” e como esta pitoresca aldeia, representa bem as típicas aldeias portuguesas! As típicas aldeias alentejanas, com as ruas limpas e casas geometricamente alinhadas, caiadas e listadas de azul e ocre amarelo.Tenho também “uma costela” alentejana, talvez por isso, ao chegar a Casebres senti-me perfeitamente
em casa. A calmaria vivida por aquelas bandas, serve de elixir da longa vida, melhor que quaisquer anti-stressantes tão úteis, para quem o seu quotidiano é o corrupio das vidas citadinas.
O motivo que nos levou a Casebres, foi uma grande sardinhada, à sombra dos sobreiros, na Barragem da Azenha (em 2005 praticamente vazia, devido à seca que se fez sentir, um pouco por todo o país). Comemos e bebemos, falámos e rimos… ambiente próprio de um grupo de amigos entre os 20 e os 30 e tal anos! E naquele magnífico dia de Junho, os únicos seres que não foram bem-vindos, nem se enquadravam no sossego daquela tarde quente, foram mesmo os mosquitos e as formigas! E apesar de tudo, também eles fizeram parte da festa… Afinal estávamos no campo, entre amigos, de calção, “t-shirt” e chinelo no pé…Estávamos à vontade.Estávamos em casa.

Estávamos em Casebres!

 

A culpa disto foi do meu amigo Luis Tavares! :-)

 

Célia Antas



O Sonho de uma Nação

Nota prévia: - Desde já aviso que estou a escrever estas linhas após o jogo Portugal vs Inglaterra e assumo-as independentemente do desfecho do Campeonato do Mundo de Futebol, embora com o discernimento turvado por alguma emotividade.

Quem é o português que consegue ouvir o seu hino nacional, sem sentir um ligeiro arrepio misturado com um orgulho de ser português ?! E não estou a falar só de futebol … digo-o em toda e qualquer circunstância.

Em 2004 chegou o Sr. Scolari e lançou a ideia das bandeirinhas e do apoio á nossa selecção de futebol. Não hesitaram os críticos do regime em achincalhar essa ideia e a rotular os portugueses de pirosos e pimbas.

Mas num país com mais de 400.000 desempregados e onde mais de 2.000.000 de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza (segundo o Eurostat), ou seja, com menos de  € 300,00 por mês, o ego nacional andava bem por baixo e foi preciso aparecer um brasileiro para unir as pessoas em torno de uma causa nacional. Os portugueses, ao contrário do que por aí se diz, não são estúpidos ou facilmente influenciáveis. As bandeirinhas, mais que uma moda, são um sinal de união e de esperança, que em nada belisca a nobreza da nossa nação.

Á janela uma bandeira, no relvado uma nação inteira” é o slogan inscrito no autocarro da selecção nacional de futebol. Portanto, deixem sonhar estes cidadãos que pouco mais têm que o orgulho de serem portugueses !

Dedico estas linhas a todos os que se revêem, de alguma forma, na minha concepção e, em especial, ao meu grande amigo Pepe.

Luís Tavares